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Janio de Freitas aponta suicídio tucano

Segundo o colunista, não faz sentido premiar como presidente do PSDB um “desagregador notório”, como é o caso de José Serra 247 – O PSDB pode caminhar para auto-extinção se decidir mesmo premiar José Serra com a presidência da legenda. Leia a análise de Janio de Freitas: Serra presidente Os figurantes de mais relevo dentro do PSDB não se dão conta de que o seu partido está em uma encruzilhada A SOLUÇÃO de dar a José Serra a presidência do PSDB, noticiada como reação dos peessedebistas à sua prenunciada derrota na eleição paulistana, é mais do que um jogar precipitado da toalha de nocaute político. A presidência de um partido não é prêmio de consolação. E muito menos o seria a presidência do PSDB, cuja perda de expressão entre as forças políticas tem a ver com José Serra, mas é anterior à disputa pela Prefeitura de São Paulo. A formação de direções partidárias por arranjos e interesses subalternos é, aliás, um dos fatores importantes na degeneração do sistema político brasileiro. Os figurantes de mais relevo dentro do PSDB não se dão conta de que o seu partido está em uma encruzilhada, falta de percepção que o razoável desempenho nas eleições municipais vem acentuar. Não são muitas as hipóteses de futuro oferecidas ao PSDB. Nem muito tempo para definir o que é capaz de vir a ser, por meio do que seus integrantes influentes sejam capazes de querer e de fazer. Uma das hipóteses é a volta do PSDB às suas origens, de partido com o propósito de representar ideias de social-democracia e de reformas democratizantes e moralizantes da política brasileira. Aquilo mesmo que levou Franco Montoro e Mario Covas a deixarem o PMDB de suas tantas batalhas. A alternativa àquela hipótese, para o PSDB, é continuar no jogo de patotas em que se mediocrizou, tornando-se a bandeira do neoliberalismo por aqui, e logo descambando para a posição de centro-direita, como representação política do mercadismo e dos negócios financeiros. Por esse caminho tomou o lugar do hoje fantasmagórico PFL-DEM, e, pelo mesmo caminho, não é provável que tarde muito a chegar ao mesmo destino. Se José Serra é capaz de fazer algo pelo PSDB, não sei dizer. Mas é certo que a tarefa não poderia ser de um só, e José Serra é um desagregador notório, como demonstrou em sua longa contribuição para o desarranjo interno do partido (só as suas brigas com os então senadores e dirigentes Tasso Jereissatti e Sérgio Guerra e com Aécio Neves já exemplificam o suficiente). Gente em condições de recuperar o PSDB, se tal vier a ser o desejo dos que vivem à sua sombra, é material escasso -para dizer o mínimo a respeito. Carência comum a todos os partidos, em dimensões variadas. Com dificuldade adicional no PSDB: as inconvivências internas, muito agudas, desgastaram todos os que têm alguma presença no partido. E, afinal de contas, eles são os que demoliram o projeto PSDB.
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Tracking do PT: Haddad aumenta vantagem em SP

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Alagoinhas: Homem chega em casa e interrompe o ‘próprio’ velório

G1 BA, com informações da TV Subaé
Foto: Reprodução/ TV Subaé
Semelhança entre homem morto e Gilberto confundiu familiares
Uma família de Alagoinhas, cidade a cerca de 100 Km de Salvador, levou um susto ao descobrir, no meio do velório, que o corpo que seria sepultado por eles não era do lavador de carros Gilberto Araújo, de 41 anos. Gilberto surpreendeu a todos e provocou corre-corre ao aparecer no velório em casa, onde estavam muitos amigos e parentes. “Teve muito susto. As meninas caindo ali, desmaiando, gente correndo. A rua encheu de moto, de carro, de tudo”, conta a vendedora Maria Menezes. Gilberto disse que soube na rua, por um amigo, de toda a confusão. Ele conta que ligou para falar com alguém no velório, mas quem atendeu achou que era um trote. Então, ele resolveu ir pessoalmente mostrar que estava vivo. “Um colega me ligou [dizendo] que tinha um caixão, que era eu que estava morto. Aí eu disse ‘gente, mas eu tô vivo, me belisca aí”, conta Gilberto.
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Caetano impõe condição para apoiar ACM Neto e diz que em SP votaria em Haddad

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NELSON BARROS NETO
DE SALVADOR

O cantor e compositor Caetano Veloso, 70, condiciona seu apoio a ACM Neto na eleição para a Prefeitura de Salvador a uma mudança no nome do aeroporto da cidade.
Na última quinta-feira (18), a Folha publicou uma declaração de Caetano na qual demonstrava predileção ao democrata na disputa do segundo turno contra Nelson Pelegrino (PT).
"Eu prefiro que ele [ACM Neto] ganhe. Logo eu, que passei a vida inteira me opondo ao avô dele", disse após show com Gilberto Gil, em Brasília, que lembrou os 20 anos da morte de Ulysses Guimarães, um dos ícones da resistência democrática durante a ditadura militar (1964-1985).
Andre Borges/Folhapress
Cantor Caetano Veloso em apresentação em memória aos 20 anos do desaparecimento de Ulysses Guimarães
Cantor Caetano Veloso em apresentação em memória aos 20 anos do desaparecimento de Ulysses Guimarães
A campanha de ACM Neto, então, passou a tentar capitalizar em cima do tema, com agradecimentos do candidato em texto distribuído à imprensa. Procurado pelo jornal, Caetano comentou a situação.
"Para ter um voto meu, ele precisaria declarar que o aeroporto de Salvador deve retirar o nome do seu tio. Detesto que ele se chame Aeroporto Luís Eduardo Magalhães", afirmou.
Até 1998, quando o filho do senador ACM morreu, o terminal era batizado como "Dois de Julho", em referência à data da Independência da Bahia.
Em 1823, mesmo após a Independência oficial do Brasil, os portugueses continuaram dominando Salvador, à época a maior cidade brasileira.
Em 2 de julho daquele ano, as tropas do Exército libertador, formado principalmente por negros e índios, entraram na capital baiana e expulsaram definitivamente os militares portugueses.
Valter Pontes/Divulgação
ACM Neto, candidato à Prefeitura de Salvador
ACM Neto, candidato à Prefeitura de Salvador
O nome do aeroporto é considerado um dos assuntos mais polêmicos no Estado, assim como a construção do metrô soteropolitano, em obra desde 1999 e que permanece sem data prevista de inauguração.
Em entrevista à Folha, no último dia 8, o governador Jaques Wagner (PT) também falou sobre essa questão.
"Quando assumi [em 2006], me encheram o saco, como se dependesse de mim. Meu amigo, é uma lei federal. Eu tenho vontade [de recuar]. Nós fizemos um erro, na emoção de um cara que morreu antes da hora, que era um cara com trato bom com todo mundo, aí resolveram fazer uma homenagem. Como era simplesmente a data maior da Bahia, é óbvio que foi uma violência."
Wagner acrescentou: "Então, eu já propus à família: 'Rapaz, a gente batiza edifício Luís Eduardo Magalhães o prédio do aeroporto, e bota Dois de Julho novamente, que é como se fosse o nosso Sete de Setembro'. Aí eles acham que é uma afronta. E é o contrário, seria uma grandeza".
HADDAD
Fábio Braga/Folhapress
Fernando Haddad, acompanhado de DIlma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva e lideranças do PT
Fernando Haddad, acompanhado de DIlma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e lideranças do PT
A gestão do governador, aliás, foi um dos motivos citados por Caetano para preferir ACM Neto a um candidato petista na cidade. "Salvador está em péssimo estado com a dobradinha do amável Wagner e o abominável João Henrique [o prefeito, do PP]".
O músico, que chegou a fazer campanha por Marcelo Freixo (PSOL) durante o primeiro turno no Rio, também se manifestou favoravelmente a Fernando Haddad (PT), que enfrenta José Serra (PSDB) na capital paulista.
"Se morasse em São Paulo votaria em Haddad. Em Salvador, prefiro ACM. Mas felizmente não voto na Bahia, pois teria dificuldade com o nome do candidato", finalizou.
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Governador Jaques Wagner diz que deseja voltar para a Câmara Federal

Publicada em 20/10/2012 09:31:17 - Tribuna da Bahia
Conforme a Tribuna já havia anunciado, o governador Jaques Wagner (PT) manifestou o seu desejo de voltar à Câmara Federal e disse que não descarta a possibilidade de deixar o governo antes do término do mandato, em 2014, para disputar a eleição.

 Em entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metrópole, na manhã de ontem, Wagner disse que passaria tranquilamente o bastão para o vice-governador Otto Alencar (PP), em março de 2014, para disputar o pleito, e negou qualquer tipo de vontade de buscar uma cadeira no Senado.

“É o ano da Copa do Mundo. Há muitos eventos importantes. Mas posso sair também em março. Minha relação com Otto é muito boa. Creio que esse governo tem dado certo porque juntou a minha forma de fazer política com a forma dele. Creio que caminhando desse jeito, chegamos bem em 2014”, argumentou, antes de sugerir que almeja retornar à Câmara dos Deputados. “Quero ajudar a presidenta Dilma a governar com meu trabalho na Câmara (...). Seguramente, senador eu não vou ser”, garantiu.

Quando questionado sobre a sucessão estadual em 2014, o líder petista preferiu se esquivar. Assegurou ainda não ter escolhido quem irá apoiar para, eventualmente, sucedê-lo. Segundo ele, ainda há muito o que conversar com os partidos da base aliada, já que além de nomes do PT, há importantes quadros de outras legendas que vislumbram o posto.

“Candidato a governador só vamos começar a discutir a partir do ano que vem. (...) Vamos conseguir manter a unidade desse grupo”, disse, referindo-se ao PT e siglas aliadas. Wagner lembrou que o grupo político liderado por ele elegeu, até aqui, 350 das 417cidades baianas, configurando certa hegemonia.

Já em relação à disputa em Salvador, em que o PT aposta todas as fichas no companheiro Nelson Pelegrino, reiterou confiança e destacou que a candidatura da oposição, encabeçada por ACM Neto, está isolada. Ele comentou ainda as críticas que tem sofrido durante a campanha por parte de ACM Neto e outros adversários políticos atuais.

“A oposição é para isso mesmo”, considerou. Sobre o PMDB, que faz parte da aliança nacional, mas que na Bahia é oposição, Wagner disse que não comentaria questões internas da legenda no âmbito local. Por fim, o governador evitou qualquer tipo de ataque ao prefeito João Henrique (PP).

“O meu estilo é outro. Eu vou ficar massacrando o prefeito? Não faço isso. (...) O problema é que Salvador vive uma instabilidade político-administrativa muito grande nos últimos (oito) anos. No que eu pude ajudar, ajudei. Agora, o dia a dia da cidade, eu não posso fazer”, resumiu.  


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