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Partidos são corruptos para 81% dos brasileiros

A média mundial gira em torno de 65%. Ainda segundo pesquisa realizada pelo Ibope e divulgada ontem pela Transparência Internacional, numa escala de 1 a 5, onde cinco é o grau máximo de corrupção, o setor público brasileiro atingiu nota 4,6. A taxa é mais elevada que no resto da América Latina

247 – Segundo uma pesquisa realizada pelo Ibope e divulgada ontem pela Transparência Internacional, cerca de 81% dos brasileiros consideram os partidos “corruptos ou muito corruptos”. Pela proporção, quatro de cada cinco pessoas não confiam na base da representação política no País.
O levantamento foi concluído em março, ou seja, cerca de três meses antes da série de manifestações de rua que tomaram o País.

Na média dos 107 países que participaram do estudo, algo em torno de 65% dizem que os partidos são “corruptos ou muito corruptos”.
A mesma pesquisa feita em 2010 mostra que, no Brasil, a situação se agravou: três anos atrás, o índice de descontentamento sobre o tema era de 74%.
O Congresso é a segunda instituição mais desacreditada. Cerca de 72% da população o classificam como “corrupto ou muito corrupto”. Na média mundial – foram 114 mil entrevistas –, o índice é de 57%.
Numa escala de 1 a 5, onde cinco é o grau máximo de corrupção, o setor público brasileiro atingiu nota 4,6. A taxa é mais elevada que no resto da América Latina.
Cerca de 70% dos entrevistados no Brasil acreditam que a corrupção no setor público é “muito séria”, contra uma média mundial de apenas 50%.
Em torno de 77% dos brasileiros admitem que ter “contatos” na máquina publica é “importante” para garantir um atendimento. A percepção em relação ao setor privado se inverte. No Brasil, apenas 35% das pessoas acham que as empresas são “corruptas ou muito corruptas”. Fora do País, a média é superior: 45%.
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Sustentar Dilma Rousseff contra as tramóias da direita

As manifestações de ruas ocorridas nos últimos dias tem levado alguns partidos políticos, bem como setores conservadores da imprensa a se insurgirem como paladinos da moralidade; tentando tirar proveito da situação no sentido de se credenciarem para o retorno ao Poder central, onde, muitos deles, por várias oportunidades estiveram e nada fizeram em pró da melhoria das condições de vida do povo brasileiro; pelo contrário, sempre estiveram ao lado da política conservadora e excludente, dominada por uma elite defensora dos princípios retóricos da Casa grande & senzala.

A sociedade, especialmente a juventude propulsora de todas essas manifestações, precisa ficar atentar e repugnar qualquer tipo de politização oportunista que por ventura tente tirar proveito dessas manifestações.

No texto a segui, LEONARDO BOFF faz uma análise bastante pertinente sobre o tema. Vale a pena fazer uma leitura.


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Uma nova classe trabalhadora

Marilena Chauí, professora titular da USP, historiadora e filósofa, em texto imperdível, onde pode ser conferido no link ao final, discorre sobre a nova classe média brasileira. Antes, porém, ela faz uma viagem histórica, trazendo à luz das análises as transformações em que sofreu o capitalismo industrial, especificamente na Europa, e suas interconexões com a política do modelo neoliberal implantado a partir do governo Collor e consolidado no de FHC.

É um texto que nos remete à reflexão sobre as transformações em que passam as sociedades em seus cíclicos e anticíclicos nas movimentações de massas, sempre buscando a conquista e afirmação dos direitos sociais e o bem-estar comum que o Estado deve promover; o exemplo disso têm hoje as manifestações de rua que se espalham por todo o país, o que certamente irão tornar um marco histórico na produção e transformação de valores tão importantes para nortearem as relações intersociais de uma sociedade em que está buscando a sua reconfiguração no sentido do estabelecimento de uma nova ordem social, política e econômica.

Leia aqui>>















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Se ligue pra não ser "engabelado"

A impressa oposicionista vive sempre aproveitando do “quanto pior, melhor”.

A colunista Eliane Cantanhêde de vez em quando se mete em questões de natureza política e acaba se “borrando” toda. Nesta, que pode ser conferida a seguir, a jornalista se revela em uma profissional que não busca analisar os fatos tal como eles ocorrem, mas sim dentro de uma perspectiva eivada de emoção e forte tendência política.

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A emergência da reforma política

Marilena Chauí, professora titular da USP, historiadora e filósofa, em texto imperdível, onde pode ser conferido no link ao final, discorre sobre a nova classe média brasileira. Antes, porém, ela faz uma viagem histórica, trazendo à luz das análises as transformações em que sofreu o capitalismo industrial, especificamente na Europa, e suas interconexões com a política do modelo neoliberal implantado a partir do governo Collor e consolidado no de FHC.



É um texto que nos remete à reflexão sobre as transformações em que passam as sociedades em seus cíclicos e anticíclicos nas movimentações de massas, sempre buscando a conquista e afirmação dos direitos sociais e o bem-estar comum que o Estado deve promover; o exemplo disso têm hoje as manifestações de rua que se espalham por todo o país, o que certamente irão tornar um marco histórico na produção e transformação de valores tão importantes para nortearem as relações intersociais de uma sociedade em que está buscando a sua reconfiguração no sentido do estabelecimento de uma nova ordem social, política e econômica.


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