Macaubense cobra implantação de Universidade Pública para a regição


"PORQUE MACAÚBAS E REGIÃO MERECEM UMA INSTITUIÇÃO PÚBLICA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR"


Em matéria, por sinal muito bem redigida (grifo nosso), o Macaubense, natural de Lagoa Clara, Junior Batista Custódio, faz uma exposição de motivos pelos quais Macaúbas merece sediar um pólo regional de educação superior, o que este blog concorda em gênero, número e grau sem retirar uma vírgula.

Veja matéria abaixo, originária do  blog do Glauber e reproduzida pelo Macaúbas ono ff:

"Macaúbas é uma cidade situada na região sudoeste da Bahia, integrando os municípios que compõem a Chapada Diamantina. A cidade conta com uma população estimada de 47.915 mil habitantes, distribuídos por uma área de 3.039 Km². Na classificação dos territórios de Identidade, situa-se na Bacia do Paramirim, composto também pelas cidades de Érico Cardoso, Caturama, Botuporã, Ibipitanga, Rio do Pires, Tanque Novo, Boquira e Paramirim. A população total desses municípios é de 162.207 habitantes, segundo o IBGE 2010.

No que diz respeito às atividades desenvolvidas, destaque há para a agricultura familiar e a pecuária, com uma expressiva área cultivada que supera a casa dos 60.00 hectares. Outra atividade de destaque é o extrativismo, em que os principais produtos são: Umbu, carvão vegetal, mangaba, pequi, buriti, licuri e castanha-de-cajú, perfazendo 197 toneladas anuais. Soma-se a isso a extração de minérios e pedras de grande valor comercial. Não é por acaso, então, que essas cidades vivem uma intensa movimentação comercial de produtos advindos, sobretudo, das suas zonas rurais.

Diante do exposto, pode-se inferir que a Bacia do Rio Paramirim configura-se como um dos territórios mais estratégicos da Bahia em termos de arranjos produtivos locais, porém é também um dos mais esquecidos pelas políticas públicas, sobretudo as de natureza educacional.

Se por um lado, enxergamos uma região marcada pelo trabalho da agricultura familiar, estabelecida, sobretudo, em uma relação harmônica entre o homem e a natureza na produção da sua sobrevivência, vemos por outro lado a necessidade de que sejam criadas oportunidades de desenvolvimento social para essa parcela tão significativa do nosso estado.

O Brasil, e a Bahia particularmente, vive um momento de expansão da Educação Superior, materializada na criação dos Institutos Federais de Educação e das Universidades Federais. Temos hoje no Estado duas Universidades Federais já consolidadas, UFBA e UFRB; quatro estaduais: UNEB, UESC, UEFS e UESB; e, recentemente, a Presidenta da República criou mais duas Federais em nosso Estado: A Universidade Federal do Sul da Bahia e Universidade Federal do Oeste da Bahia.

Acrescentamos a esses números os Campi do IFBA e do IF BAIANO que estão se disseminando. Em alguns casos, no processo de criação das novas instituições, estão sendo privilegiadas cidades que já possuem Universidades Públicas. Mas a Bacia do Rio Paramirim continua fora dos planos dos governos dentro dessa perspectiva de democratização do acesso à Educação Superior.

Nossos números são estrondosos: 162 mil habitantes, população composta por muitos jovens que terminam seus estudos de segundo grau e passam a enfrentar o grande dilema de ter que optar entre partir para grandes centros ou ficarem estagnados em nossa região.

Está faltando um movimento conjunto de sociedade civil e governo. Precisamos criar canais que façam valer nossa voz e nosso direito pela escolarização de nível superior gratuita e de qualidade.


Sou um macaubense, natural do distrito de Lagoa Clara e, como quase todos os jovens de nossa cidade, enfrentei sérias dificuldades para ter acesso a esse nível de ensino, sobretudo pela condição econômica de minha família. Meu sonho, que com muito esforço conquistei, é o sonho de muitos filhos de Macaúbas, Botuporã, Tanque Novo, que são privados dos direitos fundamentais ao desenvolvimento social, dentre os quais a educação é, sem dúvida, o maior.

Precisamos travar essa luta. Precisamos tornar Macaúbas um polo educacional de referência em nossa região, alimentando essa pequena chama que ora acendo. É preciso dar um basta neste descaso histórico para com um segmento populacional que tanto tem contribuído para o desenvolvimento de nosso Estado.

A cada macaubense a quem esta mensagem chegue, a cada morador da Região da Bacia do Paramirim, que ela faça refletir sobre o nosso papel de cidadão ativo diante desta grande causa, desta bandeira singular chamada Educação. Que exista a articulação de nossos deputados, prefeitos e vereadores, legítimos representantes do povo e que nossa causa se torne uma grande conquista."

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